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Uvebs avança no combate à endometriose nas cidades da Região

Capacitação de profissionais é tida como fundamental para possibilitar tratamento nos municípios

A União dos Vereadores (Uvebs) segue avançando nas questões de saúde da mulher. Nesta quinta-feira, dia 4, os vereadores realizaram reunião virtual com secretários de Saúde da região para alertar sobre a necessidade da capacitação profissional das equipes de atenção básica, para que tenham condições de orientar e diagnosticar casos de endometriose na rede pública. Estima-se que 50 mil mulheres sofram com a doença na Baixada Santista, sem diagnóstico oficial e, portanto, sem acesso ao tratamento.

À frente dos trabalhos, a vereadora santista Audrey Kleys (PP), vice-presidente da Uvebs, destacou a importância do diagnóstico correto para que o Estado possa aumentar a oferta de cirurgias de endometriose, que, atualmente, são oferecidas pelo SUS apenas no Hospital dos Estivadores, em Santos, para atendimento da demanda de mulheres das nove cidades da Região. “Trata-se de uma garantia de direito às mulheres e somente o diagnóstico correto vai fazer com que possamos manter e ampliar esse tratamento. É preciso saber identificar os sintomas da endometriose, solicitar exames e preencher com o CID correto. Apenas com os números exatos, conseguiremos que o Estado envie verbas. Caso contrário, nossa demanda continua vazia no sistema, o que não é um número real”, explicou a parlamentar.

Audrey destacou os riscos da doença que pode se tornar um fator limitante para mulher, gerando, inclusive, impactos socioeconômicos. “A mulher sente muita dor e tem problemas de relacionamento, dificuldades com a família, deixa de realizar atividades do cotidiano e também deixa de trabalhar, perdendo sua renda”, disse.

O secretário de Saúde de Santos, Adriano Catapreta, explicou como é a trajetória do tratamento no município e acredita que seja necessário ampliar essa oferta. “A endometriose é uma doença de difícil diagnóstico e pode ocorrer em qualquer órgão, seja ovário, útero e até pulmão. A dificuldade é que somente com sintomas não se chega ao diagnóstico. É preciso de exames complementares como ultrassom, ressonância e até biópsia. O tratamento é no ambulatório do Instituto da Mulher e ainda conta com medicações específicas. É uma doença com alto índice de reincidência, portanto não podemos falar em cura. Por isso é importante ampliar esse atendimento para as demais cidades”. 

Além do secretário de Saúde de Santos, estavam presentes no evento os titulares da pasta de Praia Grande, Cleber Nogueira; Itanhaém, Guacira Nóbrega Barbi; Mongaguá, Marcelo Veiga; e São Vicente, Michelle Santos.

Além da mobilização regional por parte dos vereadores, que estão apresentando requerimentos sobre o tema nas câmaras municipais e convidado os secretários para debater o assunto, a Uvebs ainda  avançará com reuniões regionais, incluindo também os secretários ausentes e ainda o Departamento Regional de Saúde -IV Baixada Santista (DIR-IV) em busca do aumento da oferta de tratamento para endometriose. “Seguiremos acompanhando o andamento, pois trata-se de um processo importantíssimo de garantia de políticas públicas para as mulheres”, finalizou o secretário-executivo da Uvebs, Pedro Garofalo. 

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Christiane Disconsi Ver tudo

Christiane Disconsi é jornalista, cientista política, pós-graduada em Marketing Digital e beer sommelière, certificada pelo Senac. Tem passagem como editora-chefe de jornal impresso e sólida experiência em PR, com destaque para a área política/governamental.

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