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Artigo: Uma união que precisa ser à força

Uma união que precisa ser à força
Por Pedro Garofalo*

Tivemos acesso a uma publicação da Revista Veja São Paulo, datada de 4 de setembro de 2019, nos trazendo uma triste realidade. O “Especial Baixada Santista” leva o título “Decadência à Beira Mar” e relata aos paulistanos — o principal nicho de turistas da Baixada Santista — uma série de problemas enfrentados em nossa Região, incluindo violência, palafitas, tráfico de drogas no porto, poluição das águas e “elefantes brancos”, aquelas construções astronômicas e empreendimentos erguidos na expectativa da exploração do pré-sal, mas que ficaram apenas na expectativa mesmo.

A decadência relatada na reportagem, aborda desde os projetos que nunca saíram do papel, como o “Puerto Madero” de Santos, à queda no PIB metropolitano, bem como o aspecto de abandono, encontrado no Centro de Santos e em praias que já viveram o glamour, como a Enseada, no Guarujá.

A travessia de balsas também ganhou o apelido de “balsas-caravelas”, pelo tempo que levam para chegar ao destino. O trecho com cerca de 500 metros, muitas vezes leva mais de 2 horas para ser concluído.

É notório que todas estas questões esvaziam a ideia de um investimento em nossa Região. As baixas temporadas estão cada vez mais longas, o comerciante pequeno é achacado por altas taxas e os grandes, sequer pensam em investir por aqui. Resultado: desemprego, que culmina para criminalidade e outras questões negativas, resultantes da falta de investimentos.  

E, para que haja investimentos em nossa Baixada Santista, é preciso haver primeiro a união da classe política. E esta classe precisa se unir, nem que seja à força, em prol do que é preciso, e de forma metropolitana.

Atualmente a Baixada Santista tem mais de 1,8 milhão de habitantes. A maioria destes cidadãos é metropolitana. São pessoas que transitam por, pelo menos, três cidades durante suas atividades rotineiras. Muitas residem em um município, trabalham ou estudam em uma segunda cidade e saem a lazer em uma terceira. Além disso, há serviços que são regionais, encontrados em uma cidade-polo, e o morador precisa se deslocar.

Desde 2010, a União dos Vereadores da Baixada Santista, a Uvebs, defende este conceito do cidadão metropolitano, que é real. O grupo visa fortalecer os municípios de forma metropolitana e trazer soluções a questões comuns às cidades, por meio de interlocução política, inclusive com outros entes dos poderes Estadual e Federal.

Ao todo, 134 vereadores fazem parte do colegiado. Porém, nem todos de forma efetiva.

Para somar forças com outras esferas de poder, a Uvebs tem buscado alternativas, visando maior participação, para que os vereadores possam trazer informações e debaterem sobre as demandas da Região, aliando a importante experiência do vereador, como o primeiro interlocutor entre a população e o poder público.

O colegiado já conquistou êxito em diversas bandeiras levantadas. Porém, é preciso mais! A decadência que foi relatada na reportagem é mais do que um alerta, é uma realidade. Não podemos mais esperar de braços cruzados. É preciso a união dos 134 vereadores, para que atuem em um só bloco e não mais divididos em nove pedaços.

Vamos mudar essa realidade, ainda há tempo. Nossos filhos precisam ver essa mudança.

*Pedro Garofalo é diretor-exceutivo da Uvebs e um dos fundadores da entidade.

Christiane Disconsi Ver tudo

Christiane Disconsi é jornalista, cientista política, pós-graduada em Marketing Digital e beer sommelière, certificada pelo Senac. Tem passagem como editora-chefe de jornal impresso e sólida experiência em PR, com destaque para a área política/governamental.

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