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Funai emite parecer favorável ao processo de instalação do Andaraguá

Informação foi divulgada no início da semana, durante evento do Secovi em Santos

O último entrave para a instalação do Complexo Andaraguá — aeroporto de cargas, terminal logístico e empresarial, que deve gerar mais de 17 mil empregos na Região — foi solucionado. A Funai emitiu, no último dia 23, parecer favorável ao Estudo do Componente Indígena (EIC) apresentado pelos responsáveis pelo empreendimento, informando que a área de instalação está suficientemente distante de terras indígenas e que também não há registro na Funai de reivindicação fundiária no local. A informação foi divulgada pelo CEO do Complexo Empresarial Andaraguá, André Ursini, durante o Encontro Secovi – Novas Perspectivas Para a Baixada Santista, no início da semana em Santos.

De acordo com Ursini, o próximo passo é dar entrada na Cetesb com o pedido de Licença Ambiental de Instalação. “Acreditamos que de 60 a 90 dias poderemos dar início aos trabalhos no local”, ressaltou.

UVEBS – A União dos Vereadores da Baixada Santista (Uvebs) é defensora do projeto. O presidente do colegiado, Roberto Andrade e Silva, o Betinho (MDB) esteve presente no evento e comemorou a notícia. “O Andaraguá será um divisor de águas não somente para nossa Região, mas para todo o País”, ressaltou.

Em março, membros da Uvebs estiveram na Funai em Brasília para tratar do assunto. Na ocasião, o ECI foi solicitado como último documento incluído no total de 34 exigências da Cetesb já cumpridas pelos responsáveis pelo empreendimento.

ANDARAGUÁ – O Complexo Andaraguá será um aeroporto de cargas com pista de 2,6 quilômetros e um condomínio industrial para abrigar 212 galpões. O empreendimento ocupará área de 5 milhões de metros quadrados, localizada no bairro Andaraguá, às margens da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega, perto da divisa com São Vicente.

O empreendimento já dura 11 anos e concluiu as 34 exigências feitas pela Cetesb para a solicitação da Licença Ambiental de instalação, que deve ser emitida em até 90 dias, a partir da solicitação.

A partir do início dos trabalhos, o prazo total para a conclusão da obra é de dez anos e deverá ser dividida em cinco fases, cada uma delas com dois anos. A pista do aeródromo, com 2,6 quilômetros — e capacidade para receber um Antonov, o maior avião de carga do mundo — será concluída ainda na etapa inicial, assim como os primeiros galpões.

O investimento nesta fase é R$ 450 milhões e a construção do espaço deve gerar 2,5 mil empregos diretos. O total do investimento beira R$ 1 bilhão e é estimada a criação de 15 mil postos de trabalho durante a operação.

Christiane Disconsi Ver tudo

Christiane Disconsi é jornalista, cientista política, pós-graduada em Marketing Digital e beer sommelière, certificada pelo Senac. Tem passagem como editora-chefe de jornal impresso e sólida experiência em PR, com destaque para a área política/governamental.

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